quinta-feira, 11 de abril de 2013

Prêmio Nacional de Novelas Históricas



A Fundação Pedro Calmon – Centro de Memória e Arquivo Público da Bahia tornou público o resultado do Prêmio Nacional de Novelas Históricas, e tive uma grande surpresa e alegria ao ver meu nome entre os vencedores!

Quando lançado o edital, em 2012, o objetivo era premiar cinco novelas inéditas sobre os seguintes episódios da História da Bahia: O Dois de Julho, Revolta dos Malês, A Sabinada, Revolta dos Búzios e Guerra de Canudos, a uma sexta obra atribuída Menção Honrosa. 

"Compreende-se como novela um texto narrativo em prosa, intermediário entre o conto e o romance, e que obedeça, obviamente, as regras internas do gênero. Um relato com mais ou menos 30 mil palavras, que, composto, resultaria num livro de 80 a 130 páginas. Na tradição da literatura de língua portuguesa, consideram-se novelas O alienista, de Machado de Assis, Alves e cia., de Eça de Queiroz, Jana e Joel, de Xavier Marques, A morte e a morte de Quincas Berro D'Água, de Jorge Amado, A hora da estrela, de Clarice Lispector, e O outro gume da faca, de Fernando Sabino." (texto extraído do edital do concurso)

Cada novela premiada faturou o prêmio de 10.000,00 reais, mais a publicação. As obras literárias integrarão duas coleções de três livros que serão publicadas por duas editoras baianas em coedição com a Fundação Pedro Calmon.

E eis os nomes dos vencedores:

O DOIS DE JULHO - César Rodrigo Mendonça da Costa
2 de Julho – Uma História de Liberdade


REVOLTA DOS MALÊS - André Luis Soares
Os Irmãos Malês


REVOLTA DOS BÚZIOS - Sheilla Liz Cecconello
Sob a Luz da Estrela


A SABINADA- Edla Pinheiro Alcântara
Cartas Cartadas Canhões


GUERRA DE CANUDOS - Jacob Miguel ElMokoisi
Antônios – Os Muitos Antônios que foi Antônio Conselheiro


A autora Vânia Maria Ferreira Vasconcelos foi agraciada com a menção honrosa pela obra literária: O Fogo Sagrado da Liberdade


Aqui segue o Link para o Diário Oficial da Bahia, com o quadro de pontuações de todos os autores habilitados.

Sujeito híbrido

imagem by Sheilla Liz

"Não me importo em dizer que, dentro de mim há um pouco de cada animal, no amor sou como os cachorros, sou fiel aos meus sentimentos, nos meus princípios, sou como os cavalos selvagens, nada me domina, quando estou com a razão, sou como uma leoa a defender suas crias, quando beijo sou como o beija-flor deixo a doçura de minhas palavras, a minha liberdade é como o revoar de pássaros na primavera, minha vida é como visão da águia, me alimento do que é vital pro meu corpo."
texto de Rosângela Aparecida Ribeiro.


Tomba Latas


Dog com capacete, 60 x 60 cm- by Sheilla Liz.  Doada para o pessoal do Tomba Latas, um grupo de protetoras independentes que destina  parte do seu tempo e recursos pessoais para a proteção animal. O dinheiro levantado com a venda da gravura ajudará o pessoal do Tomba Latas que promove um lindo trabalho recolhendo e cuidando de animais abandonados e doentes para que eles encontrem um novo lar. 
Ajude também os tombinhas, conheça o trabalho sério que as meninas fazem na proteção animal aqui em Curitiba. Visite seu perfil no facebook:  tomba.latas.5@facebook.com



 

domingo, 3 de março de 2013

Sacerdotisa de lata

imagem by Sheilla Liz



ponto cantado de mu


quem te chama

sacerdotisa de lata
pupila extravasada

ninfa brusca
gêmea de prata
cnidária

dá-me a mão duende

dá-me a hóstia de alga
nutritiva
plástica

nem que me seja amarga
nem que me seja farta

nem que nela
tu te partas
em plâncton
em limbo
em trovejada

sou teu cavalo marinho
de opala
trote de jade na veia
de hades

dá-me a mão duende

no transe
que invades

a carne
putrefaz
para
que te alastres


texto Andréia Carvalho de Camafeu Escarlate (Lumme Editor, 2012), disponível na Livraria Cultura. Publicado na revista Mallarmargens

Ordo ab chao



imagem by Sheilla Liz


"viu-se de relâmpago e era negra e como se uma chave fosse uma chave foi abrindo a porta do grande palácio das buganvílias e dos loendros lá dentro sobre um pavimento de mosaicos brancos e negros duas colunas suportavam sem esforço um globo celeste e outro terrestre duas esferas romãs abertas e expostas à sua multitude era uma espada de ferro quente ondulada : flamejante – a invocadora de todos os sortilégios entre colunas – onde reinava o silêncio ,soprou o verbo: «eis a minha espada, aqui não haverá espaço para a defesa porque não haverá espaço para o ataque» nisto uma bicéfala águia branca pousou sobre a coroa do trono e no tecto do palácio se escreveu num ouro muito azul: «ordo ab chao»"

texto publicado por Frederico Mira George

Ilha de sonhos