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terça-feira, 16 de novembro de 2010

Brasileiros na 29ª Bienal: Grupo Rex Time


Rex Time


"Apesar de sua breve existência - de junho de 1966 a maio de 1967 -, o Grupo Rex tem intensa atuação na cidade de São Paulo, marcada pela irreverência, humor e crítica ao sistema de arte. Os mentores da cooperativa, Wesley Duke Lee (1931), Geraldo de Barros (1923 - 1998) e Nelson Leirner (1932) projetam um local de exposições - a Rex Gallery & Sons - além de um periódico - o Rex Time - que deveriam funcionar como espaços alternativos às galerias, museus e publicações existentes. Exposições, palestras, happenings, projeções de filmes e edições de monografias são algumas das atividades do grupo, do qual participam também José Resende (1945), Carlos Fajardo (1941) e Frederico Nasser (1945), alunos de Wesley. Instruir e divertir são os lemas do Grupo Rex e do seu jornal; trata-se de interferir no debate artístico da época, em tom irônico e desabusado, por meio de atuações anticonvencionais. "AVISO: é a guerra", anuncia o primeiro número do Jornal Rex. Guerra ao mercado de arte, à crítica dominante nos jornais, aos museus, às Bienais e ao próprio objeto artístico, reduzido, segundo eles, à condição de mercadoria. Recuperar o espírito crítico e o caráter de intervenção da arte pela superação dos gêneros tradicionais e pela íntima articulação arte e vida, eis os princípios centrais do grupo. É possível flagrar na experiência do Grupo Rex, a inspiração no espírito contestador do dadaísmo e em suas manifestações pautadas pelo desejo do choque e do escândalo. Nota-se também a retomada do feitio interdisciplinar e plural do Fluxus, além das marcas evidentes da arte pop na linguagem visual do grupo."
Texto extraído do http://www.itaucultural.org.br

2 comentários:

  1. Venho aqui e aprendo muito contigo a respeito da arte!
    Este grupo, ao visto, deve ser sensacionalmente notório!! A atuação do grupo na capital deve ser de maneira respeitada!

    Beijos e linda semana a ti!

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  2. Eu sempre gostei desses grupos que balançam a estrutura da época. Essa memória artística deve ser sempre preservada e valorizada. É a história das nossas ruas e das nossas cores. Uma ótima semana pra ti tbém!

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