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terça-feira, 16 de novembro de 2010

Brasileiros na 29ª Bienal: Rodrigo Andrade


Rodrigo Andrade- Sem Título, 1985,óleo sobre tela, 250 x 200 cm

A partir de 1999, a produção de Andrade passa por grandes mudanças. Expõe telas nas quais apresenta formas monocromáticas retangulares ou circulares dispostas sobre superfícies neutras. Suas obras fazem então alusões a signos e sinais gráficos, presentes no ambiente urbano, porém esvaziados de conteúdo e mensagens. Como aponta o crítico e curador Adriano Pedrosa, as pinturas de Rodrigo Andrade parecem simples, porém, um olhar atento percebe que há algo de incômodo nessa aparente simplicidade. A disposição das formas, demasiadamente próximas umas das outras ou das margens da tela, as intensas relações cromáticas entre as cores das figuras e o plano de fundo, além das tintas que escorrem para além da área delimitada das figuras, revelam um questionamento em relação à tradição da abstração geométrica.

Inicia sua formação em gravura no ateliê de Sérgio Fingermann (1953) em São Paulo, e estuda no Studio of Graphics Arts, em Glasgow, Inglaterra. Em 1981, faz também um curso de desenho com Carlos Fajardo (1941). Freqüenta o curso livre de gravura e pintura na Escola de Belas Artes de Paris, França, como estudante livre, em 1981 e 1982. De 1982 a 1985, integra o grupo “Casa 7″ com Carlito Carvalhosa (1961), Fábio Miguez (1962), Nuno Ramos (1960) e Paulo Monteiro (1961). No início da década de 1980, Rodrigo Andrade, como os artistas do “Casa 7″, realiza obras que apresentam afinidades com a produção dos neo-expressionistas alemães, e também fazem referência à obra do pintor norte-americano Philip Guston (1913 - 1980). Nessa época, Andrade pinta telas de grandes formatos, com pinceladas amplas, matéricas e cores contrastantes.

Marilia Razuk Galeria de Arte

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